Sou um jovem apaixonado por música e tudo que diz respeito à ela. Tenho 23 anos, casado, músico por vocação e vendedor por ofício. Amante dos discos de vinil (com mais de 250 no acervo). Cearense de Fortaleza, erradicado em São Paulo no município de Ubatuba desde 9 anos. Carrego um imensurável orgulho de minhas raízes nordestinas, tendo como maior referencia musical o também cearense Raimundo Fagner, em virtude da fundamental influencia de meu pai que me apresentou a santíssima trindade da música cearense: Fagner, Belchior e Ednardo. Três nomes fortemente ligados a mim pela força poética e musical, além de representar um eterno elo entre meu pai e eu, que perdi aos 12 anos de idade em um acidente de carro. Mas outros nomes me marcaram e continuam a me influenciar no dia a dia, como Palavrantiga, Los Hermanos, Lenine, Paulinho Moska, Djavan, Geraldo Azevedo, Wilson Simonal, Beatles, Jet, Jack Johnson, Coldplay, Oasis, Leeland, entre outros...
O primeiro disco que ouvi na minha vida foi o "Pedras que Cantam" do Fagner, de 1991. Com três anos já cantava todas as canções de cor, na língua do 'criancês'. Com uma guitarra de brinquedo e um cabo de vassoura, cantava e tocava na sala de minha casa todos os dias, com o vinil girando na vitrola. Sempre pedia ajuda ao meu irmão para construir uma bateria de lata, até que com meus sete anos já fazia a minha própria e personalizada. Fazia inúmeros cadernos de letra de música, e com onze anos comecei a escrever poesia, começando a chamar a atenção dos professores na escola. Meu sonho ainda é escrever um livro inteiramente de poesia. A partir dos 14 anos, passei a conhecer a música cristã brasileira e do resto do mundo, passando a ter novas referencias musicais. Com 17 anos comecei a dar aulas de violão, pagando as passagens da faculdade por dois anos com as aulas. Professor por cinco anos, e consegui ensinar muita gente, o que me dá orgulho até hoje. Atualmente, sou vendedor e quando posso me apresento com voz e violão em minha cidade.
O Levecanto surgiu da vontade de compartilhar tudo que aprendi e ainda estou aprendendo sobre a música e sua história, além de mostrar o que existe de bom e que ainda está desconhecido aos bons ouvidos.
Jamil Pereira.
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